07/02/2023 às 21:38 Entrevistas

Entrevista com Juho Räihä (Swallow the Sun)

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3min de leitura

O fenômeno finlandês de death/doom Swallow the Sun vai tocar no Brasil no dia 21 de fevereiro, na cidade de São Paulo. Conversei com o guitarrista Juho Räihä não só sobre a vinda da banda, mas sobre o novo álbum “Moonflowers”, curiosidades da cena do metal finlandês e muito mais! Boa leitura!

O Swallow the Sun vai desembarcar no Brasil para show em São Paulo. Como você está se sentindo em finalmente vir para cá?

Para mim, será a primeira vez no Brasil. Vai ser legal ver que tipo de público tem por aí. Os outros caras do Swallow the Sun já foram ao Brasil. Eles estão muito animados, então vamos ver.

O último álbum “Moonflowers” tem a versão regular e a versão “Classical”, que é mais instrumental, como música clássica. Como surgiu essa ideia de lançar os dois formatos?

A ideia foi do nosso guitarrista Juha Raivio, que é o principal compositor da banda. Já que o álbum acabou ficando com bastante arranjo de corda, faria sentido ver como as músicas soariam apenas com as cordas. Nós amamos a ideia e todos deram sinal verde para trabalharmos nisso. Lançamos antes a versão clássica para dar um gostinho de como as músicas soariam na versão pesada. Nunca vi ninguém fazendo isso antes. Acho que foi algo legal.

A música “All Hallows’ Grieve” tem participação de Cammie Gilbert, vocalista do Oceans of Slumber. Como você avalia a participação dela?

Nós a conhecemos anteriormente em uma turnê. Ela estava abrindo para o Swallow the Sun com o Oceans of Slumber. Conhecemos os caras da banda também. Ficamos impressionados com a maneira que ela canta e como a voz soava vindo da alma. Pensamos que se encaixaria perfeitamente em uma das músicas do novo álbum. Ela entregou uma excelente performance.

A música “Falling World” tem 4 milhões de reproduções no Spotify. Parabéns pela marca! É a música de maior sucesso da banda na plataforma. A que você atribui esse sucesso?

Essa pergunta é difícil. Talvez porque essa música tem todos os elementos icônicos do Swallow the Sun nela. Talvez seja mais fácil de digerir também. Tem um formato tranquilo, não é tão diversificada. Dá para você embarcar nela. É uma das músicas nossas mais fáceis de ouvir. Isso deve ter a ver com o sucesso.

O baterista do Swallow the Sun costumava ser o Kai Hahto, que agora toca com o Nightwish. Como você enxerga essa troca? Agora vocês estão com o Juuso Raatikainen.

Eu me juntei ao grupo depois que o Kai entrou, mas já estive com ele. O cara é super legal e um excelente baterista. De qualquer forma, adoro tocar com o Juuso. Ele é muito diversificado. Ele é um baterista mais escolarizado, com mais background. Ele toca jazz e tudo mais. Ou seja, sempre tivemos bateristas ótimos na banda!

A Finlândia tem muitas bandas de metal de vários subgêneros. Qual a relação do Swallow the Sun com esses grupos conterrâneos?

Sim! A Finlândia é um país muito pequeno. Temos muitas bandas de metal e acontece um fenômeno de troca-troca. Membros do Swallow the Sun tocam em projetos com integrantes do Insomnium ou outra parecida. Todos se conhecem, sabe? Somos amigos de maneira geral. Existe um punhado de bandas e todos se conhecem.

Quais discos mais influenciaram sua vida?

Essa pergunta é boa! Eu diria que um dos meus álbuns favoritos é o “Lateralus”, do Tool. Provavelmente é o que sempre lembro como favorito. O clima nesse disco é perfeito. Também gosto de black metal. O “Wolf’s Lair Abyss”, do Mayhem, também tem uma atmosfera especial. É o melhor disco de black metal já feito para mim. Também gosto de Dissection, Emperor e outras de black. São as coisas que ouço desde que tinha 14 anos.

Algumas músicas do Swallow the Sun são escritas como se fossem roteiros de cinema. Elas contam histórias com início, meio e fim. Como você analisa essa particularidade da banda?

A maioria das letras são escritas baseadas em histórias pessoais dos membros da banda. Não discutimos muito o conteúdo das letras internamente. São coisas pessoais, baseadas em memórias dramáticas e dolorosas do passado. As histórias são das nossas vidas e por isso seguem uma temática definida. Esperamos que as pessoas possam se conectar de alguma forma enquanto leem as letras e escutam as músicas. São temas da humanidade e todos nós eventualmente passamos por sentimentos de perda e tudo mais. A vida oferece esse tipo de coisa e nós escrevemos sobre.

07 Fev 2023

Entrevista com Juho Räihä (Swallow the Sun)

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