18/10/2022 às 16:39 Entrevistas

Entrevista com Bruno Sutter (Detonator, Massacration)

817
14min de leitura

Bruno Sutter é um dos grandes músicos e humoristas do Brasil. Abraçando diversas frentes, já fez história no Massacration com seu personagem Detonator e revolucionou o humor brasileiro na MTV.

Conversei com Bruno Sutter (representando o Whiplash) e falamos sobre pandemia, cultura do cancelamento, rock na mídia e muito mais! Boa leitura!

Gustavo Maiato: Como está sendo esse início da “Vacinator World Tour”? Como foi usar a música como instrumento para alertar sobre a importância da vacinação?

Bruno Sutter: Eu nem sei a quantidade de shows diferentes que estou atualmente! Tenho que gerenciar a carreira do Detonator, do Detonator no Massacration e também meu projeto solo como Bruno Sutter, tanto com as músicas próprias quanto o show tributo ao Iron Maiden. São vários ‘eus’ dentro de uma coisa só. Isso é uma coisa muito louca, mas ao mesmo tempo muito especial.

Agora, tenho a felicidade de ter uma carreira colaborativa. Como trabalho com humor, as pessoas acabam ajudando com certas ideias, que eu não fazia ideia! Fui me vacinar com a primeira dose contra o coronavírus e aí postei a foto. Do nada, veio uma pessoa e escreveu: ‘Olha lá! O Vacinator!’. Pensei que o nome era muito bom! Fiz a música e a letra. Só de vir esse nome na cabeça, rolou. Como trabalho com criação há muitos anos, quando vejo uma paisagem ou um lugar, posso pensar: ‘Isso dá um esquete’. Nesse caso, o nome já me deu ideia para a música toda.

Fiz a música e o clipe em casa, porque era época de clausura. Montei a chroma key e tudo. Acabou que virou o nome da turnê. Os shows do Detonator solo são ‘Vacinator World Tour’. O último foi agora em Porto Alegre e foi muito bacana. O Detonator é uma figura muito especial. Ele lida com várias faixas etárias. Tanto crianças quanto adultos. O leque é grande.

Gustavo Maiato: Eu achei muito legal, mas teve gente que disse que você estava só surfando na onda da pandemia e se aproveitando...

Bruno Sutter: Precisamos retratar nossa realidade de uma maneira real, sabe? Dentro do heavy metal é tudo um grande folclore. Os temas que são abordados no metal clássico são coisas mais místicas. É mais difícil ver temas atuais. Dentro de alguns segmentos de metal mais de protesto, como ‘Rage Against The Machine’, existe isso de falar sobre a realidade.

Então, não é que eu esteja surfando na pandemia. Estou retratando a realidade. As pessoas não têm consciência disso. Quando a pandemia começou, fiquei extremamente deprimido. Fiquei isolado e fiz a música ‘Pandemia’ retratando o que eu estava sentindo. Você não podia mais tocar nas pessoas nem sair de casa. Estava preso. Fiz o clipe dentro de casa, era o que eu estava vivendo.

Acredito que essas críticas surgem de pessoas que acabaram não pensando que realmente estávamos passando por um problema e que isso pode ser retratado numa música. Não é questão de surfar onda. Se a realidade é a onda, então que seja!

Gustavo Maiato: Como você disse, o metal trata de assuntos diferentes como fantasia até. Muitos dizem que isso explica o motivo pelo qual o rock não está em alta. Não se conecta com os jovens. O que precisa acontecer para isso mudar?

Bruno Sutter: Esse é um ponto bem interessante. Outros estilos são muito mais conectados com a realidade, como o rap e o próprio funk, em certas nuances. Eles retratam a realidade da periferia. O metal é aquela fantasia meio desconexa. Uma coisa que veio para ajudar são os seriados, tipo ‘Stranger Things e ‘Cobra Kai’. São coisas que trazem de volta o rock na sua essência dos anos 1980.

Não necessariamente essa desconexão com a realidade vai fazer o rock morrer. Muito pelo contrário. Às vezes, é tanta realidade na nossa cabeça que é interessante dar uma espairecida, sabe? Vi que ‘Master of Puppets’ é a segunda música de rock mais tocada no mundo atualmente. Por causa do ‘Stranger Things’. Certas coisas midiáticas fora do rock acabam botando o rock/metal em destaque.

No meu programa de rádio da Kiss, separo um dia da semana para as crianças pedirem música. Ultimamente, muita criança tem pedido Metallica por causa do Stranger Things. É um papel bacana das séries. É para pessoas que gostam e curtem rock e que hoje assinam cheque. Elas sentem saudade e falta disso.

Gustavo Maiato: E onde entram as redes sociais nisso? Tipo o TikTok, por exemplo. Esse fenômeno é algo tão grande quanto dizem?

Bruno Sutter: Com certeza. O TikTok é uma plataforma que dá espaço para todo mundo. Se você pega uma pessoa que faça um vídeo criativo com uma trilha sonora que já está esquecida há muitos anos, ela pode ressuscitar. É o caso da Kate Bush, por exemplo, por causa do ‘Stranger Things’ e o TikTok. O próprio Ghost, graças ao meme da ‘Mary on a Cross’, é atualmente a música mais tocada de metal no mundo. Por causa do TikTok.

Para as pessoas que são mais velhas e têm essa resistência ao TikTok e às redes sociais, não façam isso. Vocês realmente estão perdendo o bonde de uma forma muito grande. É muito importante estarmos conectados e antenados. As redes têm tanto as maldições quanto as bençãos. Você tendo uma ideia criativa, pode sem custo algum fazer sucesso. É só ter uma mente criativa e um pouco de sorte.

Gustavo Maiato: Você disse que está deixando de lado a carreira de humorista para investir mais na música. Muito disso porque o humor está sendo muito vigiado com os cancelamentos. Poderia comentar mais sobre isso? Você pensa em voltar ao humor como antes?

Bruno Sutter: Na verdade, nunca vou abandonar minha carreira de humorista. Posso arrefecer isso e focar um pouco mais na música. O humor nunca vai me abandonar. Participei de um reality show da Rede Record uns meses atrás que não tinha como abandonar o humor. Fiz coisas engraçadas, que é da minha personalidade. Muita gente entendeu, outras não.

Quis fazer uma coisa que nunca vi humorista nenhum fazer em reality show, que é exercer a profissão. A maioria dos humoristas que vi em reality ficavam tristes, cabisbaixos e cozidos. Eu não. Quis mostrar um alto astral e estar sempre bem. Tentei fazer isso ao máximo.

Quando faço meu programa de rádio, sem querer, sempre coloco um clima leve. Não piadas, mas fica engraçado, sabe? Agora, exercer a profissão de humorista, de criar esquetes de humor para televisão ou para rádio ou internet, isso é algo que não tenho feito e prefiro não fazer.

Além de fazer isso há mais de 20 anos, gosto de ter uma novidade sempre, sabe? Escrevi esquete por 20 anos. Está bom, né? [risos]. Agora, prefiro utilizar o conhecimento que obtive para fazer outras coisas relativas ao humor, como as músicas do Detonator, do Massacration, meu programa de rádio. Esses insights que tenho de humor, mas para coisas diferentes.

Gustavo Maiato: Como foi experiência de participar no reality show “A Ilha”, da Record?

Bruno Sutter: Já fiquei impressionado por ser convidado para fazer um reality show! Um metaleiro? Sei lá! Achei curioso. Tenho um programa da Record que participo, chamado ‘Canta Comigo’. Sou jurado desde a primeira temporada. Lá, consegui certo destaque, justamente pelas tiradas que tenho para falar sobre os candidatos. É tudo do núcleo de reality da Record.

As pessoas que têm certo destaque nos programas ganham crédito. Por isso me chamaram para ‘A Ilha’. Nunca tinha passado por algo parecido antes. É muito intenso. Você fica enclausurado dentro de uma casa com mais 12 pessoas que nunca vi na vida. Foram 2 meses no total, desde o pré-confinamento até a gravação.

As pessoas que estavam lá vêm de realidades totalmente diferentes. Ninguém me conhecia. Eram pessoas que vinham de lugares como ‘De Férias Com o Ex’. É um choque geracional. As pessoas mais velhas, como a Solange Gomes, não conheciam meu programa também. Ninguém conhecia meu trabalho. Eu também não conhecia ninguém. Esse meu jeito debochado e zoeiro não foi bem entendido pelas pessoas. A própria apresentadora do programa me odiava! [risos]. Eu zoava o tempo todo. Ao mesmo tempo, nunca desrespeitei ninguém lá. As pessoas não entendiam por que eu fazia esse personagem. Sou assim na vida real. Posso estar aqui e do nada começar a zoar.

Gustavo Maiato: Lembra algum episódio desses que você fez algo que as pessoas não curtiram?

Bruno Sutter: Logo no primeiro dia, junto com meus colegas, precisávamos definir uma pessoa que era fraca, forte e dúvida. Tínhamos acabado de se conhecer. Em uma hora de convivência! Tinha conversado muito com o Kaio Viana, que era funkeiro. Pensei que o único cara que eu podia inventar algo era o Kaio, porque ele é do funk.

Resolvi ir por um critério musical! Eu sou do metal! Ele é do funk. Então coloquei ele como fraco! Já deu merda de cara! Falaram que eu tinha preconceito com a músicas, mas nem era. Era mais para zoar o cara, sabe? Tínhamos criado uma intimidade rápida e fui zoar ele. Todos falaram que eu estava zoando toda uma comunidade.

Outra ocasião foi numa prova em que tínhamos duas vidas cada um. Quem perdesse as duas primeiro, morria. Aí eu morri e me joguei no chão. Fiquei com a cara na areia uns 20 minutos. O pessoal não entendia. Você via as fotos de divulgação e todo mundo estava sério e do nada um corpo morto lá! Era eu! [risos]. O pessoal que se leva muito a sério nos reality shows não entenderam muito bem isso. Foi uma estratégia que deu certo. Fiquei em terceiro lugar no voto popular.

Gustavo Maiato: Você está na Record há um tempo, mas veio da tradição da MTV. Como você vê essa mudança da TV brasileira daquela época e hoje em dia? Os jovens não assistem mais TV...

Bruno Sutter: Na minha época, a televisão era o principal motivo de diversão e entretenimento para as pessoas. Hoje, é a internet. A audiência da TV tem perdido muito para a internet e redes sociais. Percebo que o reality show que participei aconteceu o seguinte. A Record trouxe gente de mundos opostos à TV para participar, como influencers. Pessoas que fazem sucesso na internet foram puxadas para a TV para tentar fazer um movimento contrário.

A ideia era trazer a fama da internet para a TV. Vejo que é uma tendência a queda de audiência da TV. Os reality show são as atrações que dão mais audiência na TV, o que é algo muito louco. É uma coisa que tem tudo a ver com redes sociais. As redes sociais é falar da vida dos outros ou falar da sua vida como se fosse feliz e rico. É bom ter esse choque de realidade. Ver pessoas em um reality passando por dificuldades e sofrimentos. Você se sente um pouco melhor vendo a pessoa se foder do outro lado.

Isso é um aspecto um pouco perverso da psicologia humana, mas sempre aconteceu, né? Antigamente, o pessoal ia no Coliseu ver os leões comerem as pessoas. Ou então iam ver execuções, cortar a cabeça das pessoas. Os reality shows não deixam de ser uma forma domesticada de apreciar esse tipo de situação primitivo da psiquê humana. No caso da ‘A Ilha’, era mais baseado em prova de resistência. Não tinha tanta treta. A audiência foi menor por isso.

O pessoal quer ver treta. No caso de ‘A Fazenda’, aquilo é sem parar só treta e quase porrada. A audiência é muito maior. É um fenômeno que ao mesmo tempo merece e não merece ser estudado. Porque o ser humano sempre gostou de ver as desgraças alheias.

Gustavo Maiato: Ano que vem faz 10 anos que a MTV como conhecíamos encerrou as atividades. Hoje, temos outra MTV. Como você vê esses 10 anos sem MTV? Faz falta?

Bruno Sutter: Para mim, essa MTV que existe agora não existe! É outro canal. Não é ‘Music Television’. Pode ser ‘Millenials Television’. Não é igual. Sou um cara recalcado a antiga MTV. O que tem mais próximo hoje em dia é o Multishow. Ainda tem eventos de premiação, mas eles só evidenciam só o que está na moda. Não serve muito.

Acredito que a música dentro de plataformas como televisão se extinguiu com o fim da MTV. Não existe espaço na TV para outros estilos musicais que não seja o pop mesmo. Ou seja, acredito que estamos há 10 anos órfãos de cultura musical abrangente dentro da televisão.

Gustavo Maiato: Naquela época, grandes veículos como MTV e Rock Brigade diziam para a gente o que era bom ou não. Agora, não temos um local que ateste a qualidade da música. Como você vê essa questão?

Bruno Sutter: Estamos vivendo um momento de transição midiática. Muitas coisas estão se modificando de forma que nunca vimos antes. Não dá para prever o que vai acontecer. Não sei se ainda vão existir grandes bandas de metal. O rock está muito à margem na mídia. O heavy metal é o novo jazz, que vai se tornar cada vez mais de nicho, em casas menores, com as pessoas indo apreciar a boa música. Como o pessoal vai numa casa de jazz.

Acabar não vai, porque é algo que passa de pai para filho. É algo cíclico e séries como ‘Stranger Things’ ajudam nessa perpetuação. No longo prazo, acredito que o metal vai se tornar cada vez mais de nicho e as pessoas vão ter que procurar por si só quais são os grupos que estão com mais destaque. É uma pesquisa mais solitária. Antes, a MTV trazia bandas que fazem grandes sucessos.

Isso aconteceu quando veio o Kiss em 1981. O Rock in Rio ainda é um ponto importante de divulgação de grandes artistas. É uma coisa mais plural. Muita gente tem essa ideia de que o Rock in Rio não é mais rock. Ele nunca foi exclusivo de rock e metal. O ‘rock’ no nome é uma expressão inglesa que diz tipo ‘vamos zoar’. Tanto que no primeiro Rock in Rio teve show de vários artistas que não eram rock. Só que naquela época, o rock era base da música pop.

Tem muita coisa que o público de metal mais antigo não entende. É tudo relativo ao mercado e à grana. Vejo uma quantidade absurda de bandas que mandam mensagem para mim pedindo para tocar no meu programa de rádio. Pedindo para quebra o galho. Não vai rolar. Não é assim que as coisas funcionam. As pessoas têm uma ideia muito errada.

É tipo acreditar que a história do Iron Maiden vai se repetir. Você está tocando em um pub, aí chega o dono da EMI, vê seu som e fala que vai te contratar. Isso foi uma coisa muito rara que aconteceu. Não fazem mais isso. É preciso pensar em uma banda como uma empresa. Tem que investir, se você acredita na sua música. O Iron Maiden não teria virado o Iron Maiden se a EMI não tivesse investido um caminhão de dinheiro em cima.

Se você é fã de metal e conhece a história do Iron Maiden, sabe que a EMI queria lançar uma banda de rock e só tinham orçamento para uma banda. Eles ficaram entre o Def Leppard e o Iron Maiden. No final, escolheram o Iron Maiden! Eles só viraram porque teve muito trabalho e dinheiro em cima. Isso se mantém.

Você vê bandas que fazem sucesso hoje em dia como a Crypta. Elas fazem shows pelo mundo inteiro. Tem que ter investimento por trás e trabalho. Sair rodando para fazer show em lugares pequenos. Dormir em hotel com chuveiro frio e passar perrengue. Não é fácil! Se você perguntar para a Fernanda Lira como é viver na estrada, não é fácil. É o mesmo caso do Jairo Gueds, que voltou agora com o The Troops of Doom. Ele está com várias datas, mas é trabalho duro e pesado. Não acredite que vai fazer uma demo em casa e pedir para eu tocar. Não é assim que a banda toca.

Gustavo Maiato: Falando um pouco sobre o Massacration agora. A música ‘Metal is the Law’ é a mais ouvida no Spotify. Quais lembranças você tem da composição dela?

Bruno Sutter: A criação das músicas do Massacration na primeira fase era hiper divertido. Vinha o Fausto, Marco Antônio e eu em um estúdio. O Fausto ficava na guitarra, o Marco no baixo e eu na bateria e voz. Tipo Roupa Nova! Nos encontrávamos e fazíamos música igual antigamente.

Não tinha nada pronto. Do nada surgia um riff, eu acompanhava na bateria e surgia com uma melodia de voz em cima. E ia embora! A ‘Metal is the Law’ estávamos em um estúdio em São Paulo e estava na época das Olimpíadas ou algo do tipo. Estávamos falando sobre os jogos da seleção de vôlei. Tinha aquele canto da torcida que era ‘Ai ai ai ai ai, em cima e baixo e puxa e vai’.

Ficávamos falando tipo: ‘Caramba, que troço escroto’. Todo mundo fazendo juntinho! Brega demais! O Fausto falou para fazermos uma música baseado nisso. O Massacration sempre pensou em fazer música não pela música em si, como algo sério. Sempre tinha que ter alguma piada musical, algo que chamasse atenção das pessoas para dar risada. A ideia sempre foi entreter de maneira divertida, com heavy metal.

O Massacration é uma parada muito especial. É a junção da música com o humor. E essa música é o metal! Algo que amo desde criança. Conseguimos fazer isso. Transformar nossa profissão de humorista em uma banda de metal. É um orgulho que não cabe no meu peito. Essa longevidade de 20 anos! Fizemos shows agora em lugares lotados. Em Curitiba, tocamos na Ópera de Arame lotada! Em um patamar que dentro do metal é absurdo!

Gustavo Maiato: Você acha que alguma música do Massacration envelheceu mal?

Bruno Sutter: Vou te falar uma coisa. O disco de estreia ‘Gates of Metal Fried Chicken of Death’ foi um dos melhores discos de metal já feitos no Brasil. Digo com propriedade porque não sou o Detonator. Falo de fora! Se você parar para ouvir, ele é muito maneiro. Os riffs que fazíamos não eram baseados no metal clássico tipo Iron Maiden e Judas Priest. É algo mais ácido, tipo Annihilator. Algo mais rápido e para frente.

As palhetadas que o Fausto fazia eram animais! Se você pega músicas como ‘Feel the Fire... From Barbecue’, que voltamos a tocar, são palhetadas nervosas! Um negócio bem thrash metal, sabe? Além das músicas serem legais, as letras também eram bem divertidas. Quis que não houvesse respiro entre uma faixa e outra. Igual os discos do Slayer. Tipo ‘Raining Blood’. Quando uma música acaba, não dá nem um segundo e começa outra. São pequenos detalhes que colocamos e para mim virou algo icônico. Vendeu 50 mil cópias, foi disco de ouro em 2005. Para mim, é como vinho. Envelheceu muito bem.

Agora, o segundo disco já não gosto tanto. Foi feito meio na pressa. Fechamos um contrato em cima da hora e precisávamos entregar. Tem músicas muito legais e a produção do Roy Z. Foi uma experiência incrível ter gravado com ele. Foi o cara que gravou o Rob Halford, né? Ele falou que ia gravar comigo do mesmo jeito que gravou com o Rob! Ele gravou do lado do cantor. Músico que ele gosta canta do lado dele! O que não gosta, ele bota no aquário.

Ele usou uma ideia de microfonação diferente. Músicas com agudo mais forte ele usava um microfone especial. Do começo até o meio, acho legal. Depois, foi tipo: ‘Precisamos fazer’. E aí, foi feito na pressa. Tem coisas que acho dispensáveis. Faz parte, né? Tem sempre músicas que gostamos mais e outras menos”.

18 Out 2022

Entrevista com Bruno Sutter (Detonator, Massacration)

Comentar
Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
Copiar URL

Tags

bruno sutter detonator massacration

Quem viu também curtiu

23 de Jun de 2021

“Foi o Sid Vicious quem me inspirou a criar o Helloween e o power metal!” – Entrevista com Michael Weikath (Helloween)

20 de Abr de 2022

Entrevista: Timo Tolkki (ex-Stratovarius) fala sobre "Visions", Andre Matos e mais

20 de Ago de 2022

Entrevista com Júlio Ettore - Rock Nacional 1980