Imagem capa - Resenha do disco

Resenha do disco "The Dawn of Understanding", do My Threnody

 Segundo o dicionário, trenódia é um poema lírico de cunho fúnebre e lamentoso. Daí veio a inspiração para o mineiro Jefferson Brito criar sua banda, batizada de My Threnody.


Seguindo essa linha, as músicas de “The Dawn of Understanding” (2004) são literalmente poesias interpretadas de maneira etérea pelo músico, que também é o responsável por todos os instrumentos da banda.


Não é preciso dizer que a experiência do disco transporta o ouvinte para um canto sombrio e profundo. Lançado no meio do boom do gótico (Evanescence, Lacuna Coil, Within Temptation e Nightwish que o diga), o disco é uma longa peça de música clássica ancorada em sons fúnebres de violino, flauta e a base metal.




Enquanto músicas como “Butterfly on a Wheel” e “The Orchid” possuem uma pegada mais forte, a tônica geral é a letargia de “Fading Away” e “A Dying Flame”, essa baseada naquela brincadeira de crianças “Ring Around The Rosie”, usada também em “Scaretale”, do Nightwish.


“The Dawn of Understanding” é, acima de tudo, um disco experimental. Portanto, não temos nada dos padrões do metal aqui, nem mesmo do gótico ou doom de “The Sins of Thy Beloved” ou “The 3rd And The Mortal”.


A grande sacada e diferencial são os versos quase sempre declamados por Jefferson. Caso isso fosse utilizado mais como recurso eventual do que como protagonismo, o disco seria mais direto e talvez um pouco mais acessível.


Para os amantes de uma boa canção introspectiva, no entanto, My Threnody é uma excelente pedida. Em caso de dias de tristeza, no entanto, use com cuidado.