28/04/2021 às 18:04 Resenhas de Discos

Resenha do disco "Steelbound", do Ignited

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1min de leitura

A sonoridade de “Steelbound”, primeiro trabalho dos brasileiros do Ignited, possui raízes firmemente fincadas no metal tradicional do final dos anos 80 e início dos anos 90.

Os riffs pesados e velozes (estilo Judas Priest) aliados à voz rasgada e visceral de Denis Lima resultam em um tracklist potente, feito para ser escutado no volume máximo.

Essa metáfora da “ligação pelo aço” acaba ganhando, nesse sentido, um significado mais profundo, na medida que a banda utiliza essa conexão com o passado para trazer à tona essa maneira de se expressar.

Assim, “Ignition” e “Pain” vêm com vocais agudos e solos de guitarra bastante enérgicos. Até agora, apesar da qualidade, a impressão é que “já ouvimos em algum lugar”. Essa sensação, felizmente, muda em faixas como “Call Me To Run” e a balada “Times”, mais autênticas e mostrando a alma da banda de forma mais desnuda.

Um fato interessante no disco é sua dinâmica construída com espaço para músicas supervelozes (Roaring Gears" que o diga!) e momentos mais introspectivos, como a introdução de “Shining Void”.

Por fim, quem é fã do bom e velho metal direto ao ponto vai adorar “Steelbound”. Ele resgata um tipo de composição que tem lugar de honra na história do metal. Disso, não dá para reclamar.

28 Abr 2021

Resenha do disco "Steelbound", do Ignited

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