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Resenha de disco: "Marching Out Of Babylon" - Pantokrator

Algumas coisas já são esperadas de um filho legítimo do death melódico sueco dos anos 90. Assim, “Marching Out Of Babylon” – novo trabalho do Pantokrator – não nega suas origens: estão lá a bateria de bumbos velozes, o canto gutural rasgado (bom trabalho de Karl Walfridsson) e um ou outro momento mais melódico, principalmente no refrão.




Porém, erra quem pensa que o quinteto (que quase não sofreu modificações desde a formação) reza para o mesmo santo de Dark Tranquility ou Soilwork. A ideia aqui é mais brutal e mais pesada, como em “Crossroads”, onde a guitarra lembra até mesmo as pesadas bandas de djent.


Por se tratar de uma banda de cunho cristão, as referências bíblicas estão presentes em todo momento, como nos títulos de músicas como “The Last Cheek”, referência à passagem onde Jesus Cristo afirma que “se alguém bater em você numa face, ofereça-lhe também a outra”.


Músicas que agregam influêcias fora do melodeath merecem destaque, como “Wedlock” – e suas vocalizações clean -, e a música título “Marching Out Of Babylon”, com um início macabro onde se ouve correntes sendo arrastadas e um riff meio Black Sabbath com uma pegada ritualística que funciona muito bem.


No geral, “Marching Out...” é um melodic death com alvará para ser ainda mais destruidor que seus companheiros de gênero. Mais cru e direto ao ponto e apostando no peso de breakdowns e passagens extremamente rápidas e técnicas, o disco acertou em introduzir alguns respiros mais cadenciados para ganhar dinâmica.


O trabalho, porém, poderia ser um pouco maior: são apenas 8 músicas, que deixa a impressão de que a banda poderia entregar mais, até porque os fãs não viam um trabalho completo de inéditas desde 2014.